O associativismo brasileiro está evoluindo, e o Encontro de Presidentes, Diretores e Executivos das Associações Comerciais e Empresariais de Minas Gerais (EPE 2026) mostrou que essa transformação já está acontecendo, na prática.
Realizado entre os dias 25 e 27 de março, o evento reuniu lideranças de todo o estado para discutir o papel das associações no desenvolvimento econômico, os desafios do cenário atual e, principalmente, os caminhos para uma atuação mais estratégica, orientada por dados e conectada com o território.
Mais do que debates, o EPE 2026 trouxe algo essencial: resultados concretos de associações que já estão vivendo essa transformação.
Associativismo como motor real de desenvolvimento
A abertura do evento trouxe uma provocação direta: o associativismo precisa assumir definitivamente seu papel como agente ativo de desenvolvimento econômico.
Na palestra “O poder do desenvolvedor econômico”, o economista João Paulo Braga destacou que associações que utilizam dados, estruturam sua atuação e entendem profundamente seus territórios conseguem acelerar negócios, atrair investimentos e impulsionar o crescimento local.
A mensagem foi clara:
Não basta representar. É preciso gerar resultado.
Luciana Balbino e o protagonismo do território
Um dos momentos mais marcantes do evento foi a palestra de Luciana Balbino, amplamente reconhecida nacionalmente e destacada pela Forbes entre as 100 mulheres mais poderosas do agro.
Sua fala foi uma das mais comentadas do encontro.
Ao abordar desenvolvimento territorial e gestão comunitária, trouxe uma visão prática e estratégica sobre como o crescimento sustentável nasce da capacidade de mobilizar o território, valorizar vocações locais e construir soluções coletivas com intencionalidade.
E deixou uma provocação simples, mas poderosa, que resumiu o espírito do evento:
“Faça com o que você tem.”
Mais do que inspiração, foi direcionamento:
Associações que entendem seu território deixam de ser coadjuvantes e passam a liderar a transformação econômica local.
Associações do Futuro: quando a estratégia gera resultado
Na sexta-feira, abrindo o último dia do evento, um dos pontos altos do EPE 2026 foi o painel
“Trilhas de Sucesso: Inovação, IA e Expansão Territorial”, conduzido por Etiene Rocha, à frente do movimento Associações do Futuro.
O painel foi direto ao ponto: mostrar que a transformação do associativismo não é teoria, é execução com resultado.
E um ponto em comum ficou evidente em todos os depoimentos:
Não é fácil ser uma Associação do Futuro… mas vale muito a pena.
Dados na prática: o lançamento do Mapa Estratégico
Durante o painel, foi apresentado um novo avanço do movimento: o Mapa Estratégico Associações do Futuro via WhatsApp.
As 69 associações participantes passarão a receber, mensalmente, análises estratégicas com dados econômicos e indicadores dos seus territórios, diretamente no WhatsApp de presidentes e executivos.
A proposta é clara:
Levar inteligência para a tomada de decisão, de forma simples, acessível e contínua.
O que muda na prática para as associações
Com o Mapa Estratégico, as lideranças passam a ter acesso recorrente a informações como:
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- Número de empresas abertas no período
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- Número de empresas encerradas
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- Saldo de crescimento empresarial
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- Variação mensal da atividade econômica local
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- Setores que mais crescem no município
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- Indicadores de arrecadação e movimentação econômica
Mais do que dados isolados, o que está sendo entregue é visão estratégica do território.
Isso permite que as associações atuem com mais precisão, identifiquem oportunidades, antecipem movimentos do mercado e tomem decisões mais assertivas.
É a transição do achismo para a gestão orientada por dados.
Durante o painel, foi apresentado um novo avanço do movimento: o Mapa Estratégico Associações do Futuro via WhatsApp.
Muito além do palco: conexão, escuta e expansão
O painel também cumpriu um papel estratégico essencial: expandir o movimento.
Associações que ainda não fazem parte puderam enxergar, através dos cases apresentados, um caminho estruturado de evolução.
Ao mesmo tempo, foi um momento importante de proximidade: a equipe presente ouviu de perto as necessidades específicas de cada associação, entendendo seus desafios e identificando oportunidades de apoio personalizado.
Resultados reais, desafios reais e evolução consistente
Na ACIJA – Jacutinga, o presidente Euclides destacou uma transformação profunda: mudança de cultura, reestruturação da equipe e uso estratégico de dados para mapear setores-chave da economia local, como o polo de malhas do município.
Um processo exigente, mas que trouxe clareza, direcionamento e inteligência para tomada de decisão.
Como reflexo dessa conexão com o território e fortalecimento institucional, o presidente também convidou o time do Associações do Futuro para participar do podcast durante a Fest Malhas, que acontecerá em Jacutinga entre os dias 03 e 21 de junho, ampliando ainda mais o alcance do movimento e sua presença em iniciativas locais.
Na ACE/CDL Arcos, a executiva Gilma reforçou a importância da disciplina na execução.
Utilizando a plataforma desde dezembro, destacou o impacto das ações estruturadas de comunicação realizadas pelo time AF e o papel do acompanhamento constante para garantir evolução real.
Em Ituiutaba, com a ACII, a presidente Nilva apresentou um exemplo direto de geração de resultado:
Um press kit estratégico gerou repercussão orgânica em grupos de WhatsApp, despertando interesse e resultando na entrada de novos associados.
Estratégia simples, bem executada e altamente eficiente.
Na ACIJU – Juruaia, o presidente João apresentou um case de crescimento acelerado:
Mais de 12 novos associados em apenas uma semana, com uma abordagem estruturada e criativa utilizando press kits e ativações locais.
E reforçou o ponto central do painel:
Dá trabalho, exige mudança, mas entrega muito resultado.
Na ACIBOM – Bom Despacho, o presidente Ronaldo destacou o ganho em eficiência e mobilização.
Com uso de dados e segmentação, a associação aumentou significativamente a participação em eventos, com convites mais assertivos e direcionados.
E um fator decisivo foi evidenciado:
Resultado também é execução, e execução depende de equipe comprometida.
O novo padrão da gestão associativa
Os relatos apresentados deixam claro que um novo padrão está sendo construído.
Associações que adotam dados, estruturam processos e executam com consistência deixam de operar no improviso e passam a crescer com previsibilidade.
Mas esse movimento exige mudança de mentalidade, disciplina e decisão.
Por isso, a frase que mais se repetiu no palco traduz o momento atual do associativismo:
Não é fácil ser uma Associação do Futuro.
Mas é isso que está gerando resultado.
Os desafios do futuro já começaram
O encerramento do evento trouxe uma análise sobre os desafios econômicos do país, especialmente diante das mudanças estruturais como a reforma tributária.
O cenário exige preparo, visão estratégica e capacidade de adaptação.
E reforça um ponto central:
Associações que não evoluírem sua gestão terão cada vez mais dificuldade em se manter relevantes.
Um movimento que não volta atrás
O EPE 2026 não foi apenas um evento.
Foi a confirmação de que o associativismo está entrando em uma nova fase.
Mais estratégico, mais orientado por dados, mais conectado com o território e, principalmente, mais focado em gerar impacto real.
As associações que já iniciaram essa jornada estão colhendo resultados.
E, para quem ainda tem dúvidas, os próprios líderes deixaram claro:
O caminho não é o mais fácil, mas é o que funciona.
E o próximo passo já está em movimento
Para quem saiu do EPE 2026 com “gostinho de quero mais”, o movimento continua.
O Associações do Futuro estará presente no Circuito E-Minas 2026, levando novas perspectivas, aprendizados e inovações para continuar impulsionando a evolução do associativismo em todo o estado.
Porque uma coisa já é certa:
O futuro das associações já começou, e ele está sendo construído agora.
